quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

O Romântico em mim...

Porque eu não quero acordar
Eu não quero entender
Eu não quero escrever sobre amor pra você
Eu não quero cantar
Tudo belo que há
O romântico em mim não quer mais trabalhar.


Caravana do Delírio

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Um dia talvez, quem sabe...

 Já disse que não é grosseria, falta de paciência ou coisa do tipo. Eu só enjoei. Como já era de se esperar, como já havia acontecido antes. É cada vez mais raro conhecer gente interessante, que possam me dar uma boa conversa, com quem eu realmente goste de "perder meu tempo" por assim dizer, e com o tempo, até as pessoas "interessantes" que eu conhecia já não tem nada a me oferecer, não que elas tenham deixado de ser o que eram, mas por que eu mudei e quero coisas novas, gente nova, experiências novas e eles já não acompanham meu pique como antes. Então por favor, não me venham cobrar atenção. Eu não fui embora nem mudei de personalidade, ainda estou procurando o mesmo de sempre, mas por que eu continuaria procurando uma coisa num lugar onde eu já sei que não está? O fato é que conheci muitas pessoas realmente interessantes nesse tempo de procura mas após um certo período eles parecem perder a "graça", como se não tivesse mais nada a me oferecer, estivessem vazias. O que posso dizer? Continuo em frente, quem sabe um dia eu não acho?



- Lucas Accioly

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Não queria...

"E uma compulsão horrível de quebrar imediatamente qualquer relação bonita que mal comece a acontecer. Destruir antes que cresça. Com requintes, com sofreguidão, com textos que me vêm prontos e faces que se sobrepõem às outras. Para que não me firam, minto. E tomo a providência cuidadosa de eu mesmo me ferir, sem prestar atenção se estou ferindo o outro também. Não queria fazer mal a você. Não queria que você chorasse. Não queria cobrar absolutamente nada. Por que o Zen de repente escapa e se transforma em Sem? Sem que se consiga controlar"

Caio Fernando de Abreu

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

"Simples, complexo, quase impossível..."

 Eles se amam. Todo mundo sabe mas ninguém acredita. Não conseguem ficar juntos. Simples. Complexo. Quase impossivel. Ele continua vivendo sua vidinha idealizada e ela continua idealizando sua vidinha. Alguns dizem que isso jamais daria certo. Outros dizem que foram feitos um para o outro. Eles preferem não dizer nada. Preferem meias palavras e milhares de coisas não ditas. Ela quer atitudes, ele quer ela. Todas as noites ela pensa nele, e todas as manhãs ele pensa nela. E assim vão vivendo até quando a vontade de estar com o outro for maior do que os outros. Enquanto o mundo vive lá fora, dentro de cada um tem um pedaço do outro. E mesmo sorrindo por ai, cada um sabe a falta que o outro faz. Nunca mais se viram, nunca mais se tocaram e nunca mais serão os mesmos. É fácil porque os dias passam rápidos demais, é dificil porque o sentimento fica, vai ficando e permanece dentro deles. E todos os dias eles se perguntam o que fazer. E imaginam os abraços, as noites com dores nas costas esquecidas pelo primeiro sorriso do outro. E que no momento certo se reencontrem e que nada, nada seja por acaso.

Tati Bernardi

Fui teu.

Já não se encantarão os meus olhos nos teus olhos, 
já não se adoçará junto a ti a minha dor.

Mas para onde vá levarei o teu olhar 
e para onde caminhes levarás a minha dor.

Fui teu, foste minha. O que mais? Juntos fizemos 
uma curva na rota por onde o amor passou.

Fui teu, foste minha. Tu serás daquele que te ame, 
daquele que corte na tua chácara o que semeei eu.

Vou-me embora. Estou triste: mas sempre estou triste. 
Venho dos teus braços. Não sei para onde vou.

...Do teu coração me diz adeus uma criança. 
E eu lhe digo adeus.


 Pablo Neruda

sábado, 1 de dezembro de 2012

Celular tocou, era uma mensagem. O conteúdo era pequeno, dizia apenas "Saudades". Olhei o remetente e sorri de canto, mas não pelo motivo que você está pensando. Meu coração quase parado la dentro, sorriu comigo e disse: Que engraçado, eu nem lembrava mais de você.
(MOD-MARY)


segunda-feira, 26 de novembro de 2012

No dia seguinte.

Era pra ser como da outra vez, no dia seguinte tudo se acalmaria, tudo se aquietaria, tudo seria digerido com facilidade e voltaria pro seu lugar. Sem choro, sem tristeza. Não haveria tempo pra pensar no ocorrido, tudo seria muito rápido e tranquilo. O telefone deveria ter tocado trazendo a boa notícia de que tudo não passaria  de um sonho, um pesadelo. Era pra ser, mas não foi. No dia seguinte o clima estava pesado, o estomago ainda estava embrulhado e o tempo demorava a passar mais do que em qualquer outro dia. O telefone não tocou e a boa notícia não veio, não era um sonho, não dessa vez.



- Lucas Accioly